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Entenda a diferença entre a vacina da Johnson & Johnson e outros imunizantes

Fevereiro 28, 2021 303 0

Os Estados Unidos estão ansiosos para ter uma terceira vacina contra o novo coronavírus — desta vez produzida pela Johnson & Johnson.

A Administração de Medicamentos e Alimentos dos EUA (Food and Drug Administration, FDA) autorizou o uso emergencial da vacina e a J&J deve começar a distribuí-la na próxima semana.

Duas vacinas já estão sendo distribuídas nos EUA — uma feita pela Moderna e outra pela Pfizer e sua parceira alemã BioNTech. O novo imunizante, feito pela Janssen, divisão de vacinas da Johnson & Johnson, é um pouco diferente delas. Entenda como:

Possui apenas uma dose

A vacina da Johnson & Johnson foi planejada para ser administrada em apenas uma dose. Isso significa que não há retorno e nem lembretes para voltar para tomar a segunda dose, e nenhuma preocupação em garantir que a segunda dose esteja disponível na hora certa.

As vacinas da Pfizer e da Moderna são feitas para serem administradas em duas doses em série — a da Pfizer com três semanas de diferença e a da Moderna com quatro. Há discussões sobre a possibilidade de administrar apenas uma dose, ou extender o prazo entre as duas doses para que mais pessoas consigam receber a primeira vacina, e assim, ter pelo menos um pouco de proteção. 

Mas a autorização do FDA foi concedida no formato de duas doses, e muitos especialistas, incluindo o conselheiro médico da Casa Branca, Anthony Fauci, temem que aplicar apenas uma dose das vacinas da Pfizer e da Moderna possa deixar os pacientes parcialmente imunes.

A vacina da Johnson & Johnson foi testada com apenas uma dose e mostrou proteger os recipientes, mas estudos ainda são feitos para entender se duas doses poderiam oferecer mais proteção.

Eficácias diferentes

Um dos fatores é possível notar em um primeiro momento sobre a vacina da Johnson & Johnson, é a diferença entre sua eficácia e as das vacinas da Pfizer e da Moderna. Essas vacinas apresentaram cerca de 94% e 95% de eficácia nos testes clínicos. O risco de ter uma infecção sintomática pela Covid-19 — ou seja, pessoas que são infectadas e se sentem doentes — caiu em 94% entre as pessoas que receberam duas doses da vacina.

Em contraste, a eficácia global da vacina da Janssen foi calculada em 66% contra casos de sintomas moderados da doença. Mas foi 85% efetiva contra sintomas severos, e nos testes, 100% efetiva na prevenção de mortes, pois nenhum dos imunizados morreu pela Covid-19.

A vacina da Johnson & Johnson foi dada para diferentes populações em diferentes momentos. Ela foi testada em 44 mil pessoas nos EUA, África do Sul e América Latina, e a maior parte dos testes foi feita meses depois das da Pfizer e Moderna, quando a pandemia já estava estabelecida há mais tempo.

A vacina da Pfizer foi testada em 43 mil pessoas nos Estados Unidos, Alemanha, Turquia, África do Sul, Brasil e Argentina. A Moderna testou 30 mil pessoas, todas nos EUA.

A vacina da Johnson & Johnson foi testada após novas variantes preocupantes do coronavírus começarem a circular, incluindo a primeira, identificada na África do Sul, chamada B.1.351, que aparenta diminuir a capacidade do corpo em reconhecer o vírus — mesmo após a vacinação. A eficácia da vacina da J&J na África do Sul foi de apenas 57%, onde a B.1.351 é a variante dominante, comparada a 72% nos EUA, onde é muito menos comum.

Especialistas em vacinação concordam que todas as vacinas dão ótima proteção na medida mais importante, que é: evitar que infectados fiquem gravemente doentes. Entretanto, a diferença das eficácias pode levantar a possibilidade de que algumas pessoas enxerguem o imunizante da Janssen como “de segunda linha”, disse Sarah Christopher, diretora de políticas de assistência na Rede Nacional de Saúde da Mulher, a um comitê do FDA na sexta-feira (27).

A ideia de que “há vacinas de primeira e segunda classe, e que a última será distribuída entre trabalhadores de baixa renda, zonas rurais, ou outras comunidades marginalizadas, tem o potencial de exacerbar uma desconfiança que já existe entre essas pessoas”, disse. “Autoridades da saúde pública devem desmentir essas percepções de imediato”.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/2021/02/27/entenda-a-diferenca-entre-a-vacina-da-johson-johson-e-outras-vacinas-dos-eua

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